Serviços é o setor que mais atenção merece. A conta é simples e desconfortável: empresas de serviço têm custo concentrado em mão de obra, que não gera crédito de CBS/IBS, e hoje pagam ISS com alíquotas relativamente baixas (2% a 5%). A alíquota de referência da Reforma é bem maior.
Sem muito insumo para creditar, a base tributável não encolhe e a carga sobre consumo tende a subir. É o oposto do atacadista, que credita quase tudo. Por isso o mesmo faturamento produz resultados opostos entre um prestador e um distribuidor.
É o campo que mais muda o resultado: crédito de insumo reduz CBS/IBS; folha e serviço, não.
Crédito é o mecanismo que alivia a Reforma. Folha e serviços tomados sem imposto não geram crédito; num negócio onde o custo é 70–90% mão de obra, sobra pouco a descontar. Some a isso que o ISS de hoje é baixo, e o degrau para a alíquota de referência aparece.
Setores específicos têm redução de alíquota (saúde, educação e outros previstos na LC 214). Fora deles, o caminho é planejar preço e contratos para a transição, que vai de 2026 a 2033. O simulador abaixo parte de serviços — veja o seu número ano a ano e ajuste as premissas.
Em geral, sim — pela combinação de pouco crédito (custo em mão de obra) e ISS baixo hoje frente à alíquota de referência maior. Setores com redução (saúde, educação) são exceção. Simule o seu caso.
Sim, para setores específicos previstos na LC 214/2025, como saúde e educação, com redução da alíquota. Serviços em geral seguem a alíquota padrão.
Não há bala de prata, mas planejar preço, contratos e enquadramento ajuda. O primeiro passo é medir: simule a sua carga ano a ano na transição.
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