Transporte e logística vivem hoje uma fronteira confusa entre ISS (transporte municipal e alguns serviços) e ICMS (transporte intermunicipal e interestadual). A Reforma unifica tudo em CBS e IBS, acabando com a disputa de competência e trazendo crédito amplo sobre insumos.
Para transportadoras, o crédito muda a conta: combustível, pneus, manutenção, pedágio e a própria aquisição de veículos de fornecedores formais passam a gerar crédito de CBS/IBS. Como o custo do frete é fortemente baseado em insumos creditáveis, o efeito líquido costuma ser mais favorável do que a alíquota de referência sugere isoladamente.
É o campo que mais muda o resultado: crédito de insumo reduz CBS/IBS; folha e serviço, não.
O transporte intermunicipal/interestadual paga ICMS; parte dos serviços logísticos paga ISS. A Reforma encerra essa fronteira: tudo vira IBS/CBS com uma regra só. Some a insegurança sobre onde recolher, e o crédito passa a valer em toda a cadeia, inclusive nas subcontratações formais.
A grande alavanca do setor é o crédito de insumos: diesel, pneus, peças, manutenção e a compra de caminhões formais geram crédito de CBS/IBS. Frotas que compram de fornecedores regulares tendem a diluir bastante a carga. O simulador parte do setor de transporte — ajuste a estrutura de custo para ver o líquido.
A Reforma prevê regimes específicos e alguma redução para transporte coletivo de passageiros. O transporte de cargas, em geral, segue a alíquota padrão, mas se beneficia fortemente do crédito de insumos. Simule o seu caso.
Sim. Um dos ganhos do setor é o crédito amplo sobre insumos, incluindo combustível de fornecedor formal — algo restrito no modelo atual. Isso reduz o custo líquido do frete.
Sim. Com o IBS no destino e regra nacional única, a disputa entre estados sobre o transporte perde sentido ao longo da transição até 2033.
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